domingo, 14 de abril de 2013

A Aluna Favorita - Capítulo Três





Quer Experimentar o Recheio?

Avisos: Nada para acrescentar até o momento. Como este foi o capítulo que eu mais gostei de escrever, não mudei nada. Mas espero conseguir escrever mais capítulos como este. 
Espero que gostem, aproveitem a leitura! <3

[A imagem do capítulo vai estar aqui, quando estiver pronta]


O sinal tocou e Ângela deu um pulo da cadeira, com o susto.
– Ângela? – Cherrie a cutucou – Tudo bem?
– Sim. – Ela respondeu, seca.
Cherrie decidiu apenas seguí-la em silêncio para o laboratório de Química. Sabia que ela estava irritada, mas não sabia o porquê.
Chegando lá, o professor ordenou que se formassem trios para fazer uma experiência. Sendo assim, Cherrie e Ângela formaram um trio com a garota anoréxica que tinha na sala.
Rebecca era desengonçada e esquisita. Tinha uma pele tão alva e olheiras tão fundas que parecia um zumbi. Sem falar na magreza exagerada, que a tornava anormalmente macabra.
– Oi, Assombração. – Ângela disse, cantarolando.
– Oi. – Rebecca não pareceu se importar.
– Oi!
– Quem é essa?
– Eu sou a Cherrie, a...
– A nova favorita do professor. – Ângela interrompeu.
– Está falando sério? – Ela esbugalhou os olhos.
– Aham. – Ângela balbuciou fitando as próprias unhas.
– Eu não sou a favorita dele. – Ela retrucou, indignada.
– Espero que não seja mesmo. – Rebecca olhava em seus olhos. – Porque senão você está perdida.
– Por quê?
– Não dá pra falar sobre isso aqui. – Ela voltou o olhar para Ângela, que estava entretida mexendo no celular.
– Ah, tá, entendi.
Ângela parecia nerd. Era até inteligente, mas agia como uma pessoa popular, sempre se interando das fofocas e conversando com quase todo mundo. Sem contar que ela era como uma cobra venenosa, tinha uma língua afiada.
As três estavam todas distraídas mesmo estando fazendo os experimentos e os relatórios.
– Pessoal, quero que testem esse experimento em casa e depois me digam o que aconteceu, ok?
– Pode ser em grupo, professor?
– Sim, Ângela, pode.
– Ótimo. – Ela se virou para as duas. – Façam o trabalho e depois eu vejo como ficou.
– Mas Ângela...
– Mas nada! Eu tenho um compromisso hoje.
– Tudo bem, Ângela. – Rebecca a acalmou. – A gente faz. Mas não dá pra ser na minha casa, pode ser na sua?
– Claro.
– Seus pais não vão se incomodar?
– Não. Eles estão fora da cidade.
– Ah, então tudo bem.

Ao tocar o sinal novamente, a sala se dirigiu para a cozinha, para a aula de Culinária.
– Bom dia, alunos! Se dividam em grupos, trios, duplas, como quiserem! Faremos sobremesas hoje!
– Que tal mousse de chocolate? – Rebecca sugeriu.
– Não! Vamos fazer uma torta holandesa! É muito mais chique! – Ângela replicou.
– Quem está a fim de fazer torta de morango? – Um garoto que estava sozinho gritou. Cherrie correu até ele.
– Posso te ajudar com a torta de morango? – Qualquer um seria melhor que Ângela, para Cherrie.
– Pode. Mas tem que botar a mão na massa, hein? Nada de moleza!
– Tá, pode deixar!
Ângela acabou se juntando a outras meninas e Rebecca se sentou em um cantinho, com vontade de comer alguma coisa.
Enquanto preparavam a massa e o recheio, o professor entrou na sala.
– Com licença, mas a inspetora perguntou se a papelada que você pediu para xerocar já está em ordem.
– Oh! Eu tenho que buscar lá no carro! Pode tomar conta deles enquanto vou lá?
– Claro. – Ele disse, de maneira gentil.
– Obrigada! – Assim que ela saiu, ele pôs os pés na mesa e deu uma medida na sala.
– O que estão fazendo?
– Cozinhando. – Uma das garotas respondeu.
– Cozinhando, é? – Ele se levantou e chegou perto da mesa dela. – Cozinhando o quê?
– Estamos assando um bolo. Quer experimentar o recheio?
Ângela arregalou os olhos e começou a se sentir desconfortável em sua cadeira. Estava visivelmente incomodada com a situação.
A garota passou o dedo em uma das tigelas e o estendeu para o professor, que lambeu o dedo dela da forma mais sensual possível.
Ângela derrubou uma espátula no chão.
Ele olhou para ela, quase rindo.
– Algum problema, Ângela? – Ele disse em tom de deboche, enquanto dava mais uma lambida no dedo da garota que estava ficando maluca.
– Não, professor. Problema nenhum.
Ele sorriu e se afastou da mesa da menina e encostou-se na mesa da professora novamente, buscando com os olhos, sua pequena favorita.
Cherrie estava vermelha, se esforçando ao máximo para que seus olhos não encontrassem o do professor.
Ele andou até Cherrie.
– E então, - Ele se apoiou no balcão. – Está cozinhando algo pra mim?
Cherrie estremeceu. Ele pôs a mão em seu queixo, obrigando-a a olhar para ele.
– Me responda. – Seu tom era imperativo e firme. Não havia quem conseguisse questioná-lo.
– M-Me desculpe, mas eu, eu...Não sei se poderei lhe dar um pedaço da torta...
– E como vai fazer para retribuir o chocolate que te dei?
A classe parou de fazer qualquer coisa. Qualquer movimento, qualquer barulho, cessou.
Todos queriam ouvir a resposta de Cherrie.

~ Fim do capítulo ~

A Aluna Favorita - Capítulo Dois


 
 
Bombom de Chocolate

Avisos: Olá! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim! 
Não tenho muito o que dizer em relação à história, então acho que só vou pontuar as mudanças feitas e explicar o porquê de eu não ter postado as imagens ainda. Eu tenho desenhado as imagens, mas eu queria tentar colorí-las no computador, porque acho que ficaria mais legal. Mas descobri que sou uma negação, sem contar que não consigo achar um lugar confiável para baixar nenhum programa bom, haha.
Enfim. Não há muitas mudanças ainda, só dei uma atualizada e troquei o 'MSN' pelo 'Facebook'. Ah, e claro, tirei a parte da pequena conversa virtual que a Cherrie teve com o professor. As redes sociais vão ser importantes depois, mas não agora. ;)
De qualquer forma, tenham uma boa leitura! <3

[A imagem do capítulo vai estar aqui, quando estiver pronta]

Quando já estavam um pouco longe do colégio, Cherrie deu uma olhada para trás, para ter certeza de que ninguém as ouviria.
– O que aconteceu, amiga? – Ângela usava um tom amigável.
– Ângela, aconteceu um negócio muito estranho!
– Desembucha, menina! – Seu tom mudou de repente.
– O professor me beijou!
– O quê?? – Os olhos se arregalaram.
– Você ouviu muito bem!
– Tem certeza disso?
– Como assim, Ângela? É claro que eu tenho!
– Mas por que ele beijaria você?
– Eu vou lá saber!
– Quer dizer, ele tem tudo quanto é garota gostosa aos pés dele e ele resolve beijar justo você?
– Está dizendo que não sou bonita? – Cherrie emburrou-se.
– Não é isso. Estou dizendo que se eu fosse ele, ia escolher uma aluna mais...Mais...”Bem dotada”, se é que me entende.
Cherrie estava sem argumentos.
– Mas também pode ter sido sem querer. – Ângela continuou, pensativa.
– Será?
– É claro! Vai ver ele ia te dar um beijo na bochecha, mas daí você se virou e seus lábios se encontraram!
– É, talvez... – Isso fazia muito mais sentido. – Você tem razão, eu acho que foi isso o que aconteceu... Bom, mas em todo caso, a minha casa fica para este lado, então nos separamos aqui.
– Verdade. – Angela pegou uma caneta da bolsa. – Me dá a sua mão.
– Pra quê?
– Pra eu escrever o meu Facebook e você me adicionar.
– Ah, tá. Quando eu chegar em casa, te adiciono.
– Ok! – Ela terminou de escrever – Depois nos falamos, tchau!
– Tchau!
Cherrie andou alguns poucos quarteirões e chegou até a sua casa. Era uma casa grande, com as paredes cor de creme e um jardim florido nos fundos da casa. Ela entrou e trancou a casa novamente, verificando se trancou direito, cerca de três vezes.
Não gostava de morar sozinha. Mas estava tudo bem pois seus pais viriam morar com ela no mês que vem.
Ela separou uma roupa para usar em casa, em cima de sua cama, e tirou o uniforme. Depois de tomar um banho, dirigiu-se para o quarto novamente e colocou um vestidinho amarelo florido e uma sandália. Ela adorava vestidos leves e qualquer tipo de coisa que dissesse a respeito de moda.
Indo para a cozinha, ela fez um pouco de arroz japonês e fritou um ovo. Cortou alguns tomates e colocou tudo em um prato. Esse seria o seu almoço.
Sentou-se confortavelmente no sofá e ligou a televisão. Morar sozinha tinha uma vantagem: Ela não precisava agir como uma dama o tempo todo e podia viver de acordo com suas próprias regras, como por exemplo, comer no sofá. Sua mãe a mataria se visse uma cena dessas, era muito rígida.
Depois de assistir um filme qualquer, voltou para a cozinha e lavou a louça. No momento em que terminou e foi secar as mãos, viu as letras borradas que Ângela havia escrito em sua mão.
Ela ligou o computador e decidiu adicioná-la logo, antes que se esquecesse. Elas se conheceram há apenas algumas horas, mas Cherrie já havia decifrado alguns traços de sua personalidade e a última coisa que ela queria ver agora, era Ângela irritada.
Assim que entrou no Facebook, adicionou Angela, que a aceitou quase que imediatamente. Apesar disso, Ângela não veio falar com ela, mas checou todas as suas fotos e informações pessoais, com uma velocidade impressionante.
Cherrie balançou a cabeça, achando engraçado e desligou o computador.



No dia seguinte, Angela já a esperava na rua perto do colégio.
– Bom dia! Decidi te esperar hoje!
– É, estou vendo! Que bondade a sua. – Ela disse, mas em tom de brincadeira.
– Né? Eu sei, é uma das minhas maiores qualidades! – Ângela disse, piscando.
Elas andaram por todo o caminho conversando. Ou melhor, Cherrie mantinha-se quieta enquanto Ângela contava algumas fofocas à ela.
–...E daí, os pegaram dando uns amassos lá, acredita??
– Aham... – Era difícil mostrar interesse nas fofocas de Ângela. Cherrie nunca foi o tipo de pessoa que se metia em assuntos que não lhe diziam respeito.
– Ei, o que foi? – Ângela a fitou, com um olhar de desaprovação. – Está tudo bem?
– Está, sim. – Cherrie continuava distraída, mas então ela abriu um sorriso e acenou.
– O que foi? – Ângela seguiu o olhar dela. – Ah, o professor... – Ela revirou os olhos, de forma discreta. – Não acha que ele gosta de você, né?
– Para com isso, claro que não... – Ela não tirava os olhos dele.
– Porque, como eu disse, você não...
– De novo com essa história de eu não ser bonita?? Você gosta dele por acaso, é??
– Mais ou menos. – Ângela respondeu sem hesitar.
Cherrie parou de andar e olhou para Angela, que agora olhava para o céu.
– Sério? Por que não me disse antes?
– Por que eu diria? A maioria das meninas gosta dele. Você saber que eu gosto, não faria diferença nenhuma.
– Hum...
O professor se aproximou, sorrindo gentilmente. Ele cumprimentou Cherrie com um beijo no rosto e deu um “oi” para Ângela.
Ele tirou um bombom do bolso e o estendeu para Cherrie.
– Quer?
– Puxa, obrigada!
– E eu, professor? – Indagou Ângela, com a mão já estendida.
– Ah, tem para você também. – Ele vasculhou o bolso. – Aqui está.
Ela pegou o chocolate satisfeita, abrindo-o imediatamente e colocando-o na boca, vitoriosa.
Cherrie riu sem graça e entraram dentro do colégio.

A primeira aula era de História. A maioria dos alunos não gostava muito da aula, pois a professora era uma senhorinha de uns oitenta anos que era tão maçante quanto a aula em si. E claro que Cherrie já estava no grupo. Ângela, por outro lado, parecia estar bastante entretida enquanto trocava bilhetinhos e soltava risinhos maliciosos.
Ela se lembrou do bombom que o professor lhe deu e retirou-o do bolso. Era um simples chocolate ao leite, de uma marca conhecida. Ela o desembrulhou e o comeu, saboreando o chocolate e exibindo um sorriso discreto, mas satisfatório.
Ângela a observava de sua carteira, enciumada. Por que ele deu o bombom para ela primeiro? E a forma como ele sorria para ela? Será que Cherrie era sua nova favorita?
Aquilo não era nem um pouco justo. Ela já fora a favorita dele, mas quando começou a usar óculos e aparelho dental, fora enxotada.
Mas ela não desistiria assim tão facilmente. Iria reconquistá-lo de qualquer jeito.

 ~ Fim do capítulo ~

sábado, 23 de março de 2013

Testing Love - Chapter One





Will You Be My Girlfriend?

Death the Queen is speaking:
Hello, hello! How are you? Great, I hope!
I decided to translate one of my stories to English, since a very important friend of mine wanted to read it and she tried to read it using the Google Translator and she wasn't able to understand everything, since Google Translator is not very good at translating things from Portuguese to English. Of course, my translation is not perfect also, it's the first time I'm doing something like this. So feel free to correct me, okay?
I hope that you'll enjoy this chapter! :D

[the image of the chapter will go here, when I finish to draw it]

Hi. My name is Joan and I’m sixteen years old. I have brown hair, a little too short for a girl and eyes too normal to make someone notice them. I’m neither tall nor short. My skin is white, but it does not have an exaggerated light tone, like some people have in a few books I’ve read. My clothes are not fancy, they are just normal. I do not highlight in the crowd and my grades are average. I’m a normal person.
A normal person, with normal friends, a normal life, a normal family and a normal crush.
A crush. No, it’s not a simple crush. I know that I’m still young and inexperienced, but I think that I truly love him. I’d do anything for him, I’d kill and die.  It may seem an exaggeration or a dramatic confession of an average teenager, but you do not understand the size of the feelings I have for him, no matter if it’s love or passion. Or maybe it’s a mixture of both.
I’ve never talked to him and if he knows my name, it’s a progress already. We are classmates, but I don’t sit near him. We don’t share friends in common – I mean – he doesn’t have friends at all. The boys don’t talk to him. They used to try at the beginning, but Daniel is a very closed person, centered in his own world. And yet, he is successful with the other girls. Not only in my class, but in others as well! But none of his relationships last. All, without exception, they last only a week.
I like to spend the classes watching him. I think that he doesn’t notice that he is observed by me constantly, but I do it in 90% of the classes. It's my favorite hobby. I could spend days, weeks, months, my whole life, just watching him.
– Jô? – Someone called me while I was immersed in my thoughts. I was so far away that I couldn’t even tell who the owner of the voice was. But gradually, I came back to the real world and the voice became more recognizable. – Jô?
– Hm? – I looked around, looking for the person who called me. When I looked forward, my beloved looked at me with the same expression of indifference he always has. – Oh … – It was all I could say.
– Is there something wrong with me? – He asked, already getting up from his desk, with the intention to come closer.
– N-N-No!  – pathetic, pathetic, pathetic! Why can’t I have a normal conversation with him?
– So what is making you look to me like that?
– NOTHING! – I screamed. I can’t believe I screamed, oh God, what a shame. He kept walking up towards me and smirked. Is probably having fun. – What are you laughing of?
– I’m laughing of you. – He replied, seeming calm. – Who else would be funny like that?
I could not answer him. I was paralyzed and my legs were starting to shake. My hands were soaked with sweat and my heart was racing. He must have noticed that, because he opened a bigger smile.
I did not know how to act and was still busy trying to fix the image of his smile on my mind.
Now it's lunch time. Do you want to go up to the terrace with me? – I just nodded. He passed by me and signaled to me to follow him. – Oh, and one more thing.
– What? – He passed one of his fingers down my chin and then passed through my lips.
– You're drooling.
Shit!

Incredible. He never paid attention to me, and when it happens, I act like an idiot and I drool. Great. As if it wasn’t enough.
Still, I decided to follow him. After all, what could happen?
Along the way, some people looked at us and they began to whisper among themselves, things I couldn’t hear. Most people were girls, but there was a curious boy here and there. I actually thought that they would follow us, but it didn’t happen. When we finally arrived, I sat against the wall and asked:
– So what now? – I tried to play the cool girl, who is not affected by anything with a tough pose, but my body condemned me. The shaking was getting worse.
He sat, facing me. His smile disappeared, but I could notice that he was having fun with the situation.
– Do you like me? – I'm sure I was red like a tomato. I started to open my mouth and close, like a goldfish. - Yeah, I think that you do. - He said, convinced. I can’t believe he brought me here just to make fun of me.
But his next move almost killed me. As much as I saw what was coming, I was so nervous that turned into stone, stiff. And before I knew it, our lips have touched each other and their arms wrapped me.
The kiss must have lasted no more than three seconds, but I can assure you that my whole life, was worth just because of it.
– Joan ... – He pulled back a little bit, to be able to look me in the eyes. One of his hands held my face and I was so happy that if someone dared to interrupt that moment, I’d kill that person.
– Yes? – I tried to sound like a calm person.
– Be my girlfriend. – Daniel said, as if it were the most natural thing in the world. I stood still, waiting for him to say "Just kidding! Fooled you, silly!" But nothing happened. Then I began to wander.
Was he immensely in love with me during all this time? Is that why your previous relationships lasted for so little? Maybe he was just trying to forget me, thinking I was some kind of unattainable woman! Oh, poor thing! He didn’t know that I feel the same way he always had.
– Joan? – He said my name for the fourth time in one day! Yeah, I'm counting.
– Huh?
– Will you accept?
– AH! YES! – He wasn’t joking so I was, at least, excited.
– Great. Now I'm going to launch a kind of challenge. – He stood, without even helping me do the same.
– Challenge? What do you mean?
– You love me, don’t you?
– Of course I do. Otherwise I wouldn’t have accepted to be your girlfriend, right? – What an obvious thing, why is he asking me that? It is natural that boyfriend and girlfriend...
– Well. I do not love you. – ... love each other. What did you said, young man?
– What do you mean by that?
– I meant what I said. I do not love you.
– What do you mean by "I don’t love you"? Why did you ask me to be your girlfriend, then? – I was outraged.
– That’s where the challenge begins. I'll give you within a week to convince me that I love you too.
– And how do you expect me to do that?
– I don’t. But as you say you love me that much ... I want to see if your feelings are able to reach me. - I love him very much, yes. But I'm dying to slap him. – And then, will you accept the challenge?
My rational side - that isn’t that rational - told me to stamp a big "no" on his forehead and walk away, but my heart told me to accept and give my best, fight for what I wanted. But what are my chances? Honestly, I've lost count of how many girls have tried and failed miserably. If I knew he stipulated that challenge, I think I wouldn’t have come here. But I came and that is something totally different now. If I try, I think I can. Yeah, that's right. I know very well which answer I’m going to give to him.
– I will.
– Very well. – He seemed satisfied. – Now I will explain some rules.
– Some… Rules...? – Is this some kind of game?
– Yes, rules. Starting tomorrow, we will begin to act like an authentic couple. If you fail to complete the proposed task until midnight of the next Thursday, we break up.
– Okay. – I replied, really serious.
– And one more thing, don’t you dare to be vulgar. If you break this rule, we will break up immediately. Were I clear?
– Yes ... – I never thought he was that cold and authoritarian.
– Great. Today, I'll take you to your house and tomorrow, around seven o’clock, I will pass by to take you to school.
– What? You don’t need to do that! – I shook my arms dramatically.
– Why don’t you want me to do it?
– Because ... Well, my mom will freak out if she knows what I'm "dating" someone. – I drew the quotation marks in the air with my fingers.
– It is a normal reaction from parents. And besides it, it will not stop me from acting according to what I planned.
– But...
– Be ready at seven o’clock. And that’s all.
– Okay ... – I snorted. – Can I go now?
– I'll go first and, after two or three minutes, you can go too. – I rolled my eyes. I was too tired to argue or complain. I snuggled down and saw him going down the stairs. Look to the problem that life gave me. God, what was I thinking about?
Even if all this seems absurd and even if my prince is not a prince ... I could not help but smile. Fate gave me a chance and I can’t let it slip out of my hands, at all!
After all, he can be authoritarian, cold and calculating, but when we love,  we gotta love the whole package, right? Just as he will likely have to love me, if I can make him fall for me.
It was with those thoughts that I ended up falling asleep while waiting for exactly three minutes to go down the stairs. After all, I didn’t want to start things with the left foot.
I woke up with the music from my cellphone. Someone was calling me. I took it from my pocket and, without looking at the display, and answered it.
– Hello?
– Joan? Where are you?
– Oh, hi, Frankie. – I said while yawning. – I'm on the terrace of the school, why?
– What are you doing there? – My friend asked, indignantly.
– Ah, long story. I'm going down. Where are you?
– In the courtyard.
– Why, is the History teacher sick or something like that?
– No, you asshole. You missed the last three classes after the break.
– What? SHIT! – I could hear a sigh from the other side of the line.
– Come here. I'm already with your stuff. I want to know what made you go stop there.
– I'm going! – I hung up the phone and went downstairs as fast as I could. Once I reached the courtyard, I saw Frankie posing like she was waiting for a long time and was holding my materials and could drop them at any time.
– Finally! Dude, what were you doing there so far?
– It's that I was thinking about some things and ended up falling asleep.
– Huh?
– AH. And I'm dating someone! – I said as I jumped, happy. Frankie didn’t seem to be very impressed.
– Who?
– Daniel.
– Dude, you're going to break up with him in a week and you'll be sobbing later, feeling like a walking piece of shit. And guess who will have to comfort you and listen to you cry on the phone? – She paused dramatically. – ME. – She pointed to herself.
It’s amazing. Frankie is 1, 47 tall, looks like a lovely girl, with her baby face, sweet green eyes and brown hair. And she ALWAYS wears clothes that are bigger than her, which gives her way more cuteness. But then she opens her mouth, and you suspect that she was some kind of crazy robber in her past life.
– None of this will happen if you help me. – I smiled, persuasive.
– Fuck. I hate you.
Haha, that's why she's my best friend.

~ End of the Chapter ~
 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Testando O Amor - Capítulo Um





O Pedido

Avisos: Essa história é bem leve, se comparada com as outras e é mais comédia mesmo, mas espero que vocês se divirtam com a retardada da Joan. Boa leitura! <3


[A imagem do capítulo vai aqui, quando estiver pronta]


Oi. Meu nome é Joan e eu tenho dezesseis anos. Tenho cabelos castanhos, um pouco curtos demais para uma menina e olhos normais demais, para que alguém perceba-os. Não sou nem muito alta, mas também não sou baixinha. Minha pele é clara, mas não é aquele exagero descrito em certos livros. Minhas roupas não são chamativas, são apenas normais. Não me destaco na multidão e minhas notas são medianas. Sou uma pessoa normal.
Uma pessoa normal, com amigas normais, com uma vida normal, com uma família normal e com uma paixão normal.
Uma paixão. Não, não é paixão. Eu sei que sou nova e ainda inexperiente, mas acho que o amo. Faria qualquer coisa por ele, mataria e morreria. Pode parecer exagero ou uma confissão dramática de uma adolescente qualquer, mas vocês não entendem o tamanho do sentimento que tenho por ele, seja amor ou paixão. Ou quem sabe uma mistura dos dois.
Eu sequer falei com ele e, se ele sabe o meu nome, já é grande coisa. Somos da mesma sala, mas não me sento perto dele. Não temos amigos em comum - ou melhor -, ele não tem amigos. Os meninos não falam com ele. Houve uma época em que até tentavam, mas Daniel é uma pessoa muito fechada, muito centrado em seu próprio mundo. E ainda assim, faz sucesso com as outras meninas. Não só da minha sala, mas de outras também!
Mas nenhum de seus relacionamentos duram muito. Todos, todos eles, sem excessão, duram uma semana e depois, misteriosamente eles terminam e voltamos à estaca zero.
Eu gosto de passar as aulas observando-o. Ele não parece notar que é observado por mim constantemente, mas eu faço isso em 90% das aulas. É o meu passatempo favorito. Eu podia passar dias, semanas, meses, a minha vida inteira, só observando a ele.
– Jô? – Alguém me chamou, enquanto eu estava imersa em meus pensamentos. Eu estava tão longe, que não pude nem distinguir quem era o dono da voz. Mas aos poucos, eu fui voltando ao mundo real e a voz ficou mais reconhecível, como se eu estivesse saindo de debaixo da água e meus ouvidos pudessem, agora, desempenhar sua função normalmente. – Jô?
– Hm? – Eu olhei para os lados, procurando a pessoa quem me chamou. Quando olhei para frente, o meu amado olhava para mim, com a mesma expressão de indiferença de sempre. – Oh... – Foi tudo o que eu consegui dizer.
– Há algo de errado comigo? – Ele perguntou, já se levantando da carteira com a intenção de vir até mim.
– N-N-Não, de f-forma alguma.  –Patético, patético, patético! Será que não tem como eu me comunicar de forma normal com ele??
– Então o que você tanto observa?
– NADA! – Eu gritei. Não acredito que gritei, meu Deus, que vergonha. Ele continuou andando até mim e abriu um meio sorriso. Devia estar mesmo se divertindo com a babaca aqui. – T-Tá rindo do quê??
– De você. – Ele respondeu, sem aparentar nenhum nervosismo ou preocupação. – De quem mais eu estaria rindo?
Eu não conseguia respondê-lo. Estava paralisada e minhas pernas estavam começando a tremer. Minhas mãos estavam encharcadas de suor e meu coração, acelerado. Ele deve ter notado, pois abriu um sorriso maior ainda.
Eu não sabia como agir e ainda estava ocupada tentando fixar a imagem de seu sorriso em minha mente.
– Agora é intervalo. Está a fim de ir até o terraço comigo? – Eu apenas concordei com a cabeça, os olhos arregalados. Ele passou por mim e sinalizou, a fim de que eu o seguisse. – Ah, e mais uma coisa.
– O quê? – Ele passou um de seus dedos pelo meu queixo e depois o passou pelos meus lábios.
– Você está babando.
Merda!


Incrível. Ele nunca prestou atenção em mim, e quando presta, eu gaguejo feito uma tonta E babo. Ótimo. Como se não bastasse.
Ainda sim, eu decidi seguí-lo. Afinal, não custava nada, não é?
Pelo caminho, algumas pessoas nos olhavam e começavam a cochichar entre si, coisas que eu não conseguia escutar. A maioria das pessoas, eram meninas, mas havia um menino curioso aqui e ali. Eu cheguei a achar que eles iam acabar nos seguindo, mas isso não aconteceu. Quando finalmente chegamos, eu me sentei contra a grade e perguntei:
– E então? – Eu tentava bancar a garota legal, que não se deixa afetar por nada, com uma pose de durona, mas o meu corpo me condenava. A tremedeira estava piorando.
Ele sentou-se de frente para mim. Já não sorria mais, mas mantinha uma expressão divertida.
– Você gosta de mim? – Eu tenho certeza de que fiquei vermelha. Subiu um calor para o meu rosto e eu abria a boca e fechava, que nem um peixinho dourado. – É, acho que gosta. – Ele disse, convencido. Não acredito que ele me trouxe aqui só pra tirar uma com a minha cara.
Mas seu próximo passo quase me matou. Por mais que eu tivesse visto o que estava por vir, fiquei tão nervosa que virei pedra, de tão rígida que eu estava. E antes que eu percebesse, nossos lábios já encostavam-se um no outro e seus braços me envolviam.
O beijo deve ter durado no máximo três segundos, mas eu posso lhe garantir que a minha vida toda, valeu a pena só por causa dele.
– Joan... – Ele se afastou um pouco, para poder olhar-me nos olhos. Uma de suas mãos seguravam meu rosto e eu estava tão feliz que se alguém interrompesse aquele momento, eu acho que matava.
– Sim? – Tentei soar calma, mas até os anjos, em meio a todos os seus afazeres, notaram o tremor contido em minha voz.
– Seja minha namorada. – Daniel disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu fiquei quieta, esperando ele dizer "Brincadeirinha! Enganei você, boba!", mas nada disso aconteceu. Então comecei a divagar.
Será que durante todo esse tempo, ele era imensamente apaixonado por mim? Será que é por isso que seus relacionamentos anteriores duraram tão pouco? Quem sabe ele só estivesse tentando me esquecer, achando que eu era uma espécie de mulher inalcançável, que nem naquelas cantigas de amor da época do Trovadorismo! Oh, pobrezinho! Mal sabe ele que eu sinto a mesma coisa que ele sempre sentiu.
– Joan? – Ele disse o meu nome pela quarta vez, em um mesmo dia! É, eu estou contando.
– Hã?
– E então, você aceita?
– AH! ACEITO! – Ele não estava brincando, então eu fiquei no mínimo eufórica.
– Ótimo. Agora eu vou te lançar uma espécie de desafio. – Ele se levantou, sem nem mesmo estender a mão para me ajudar a fazer o mesmo.
– Desafio? Como assim?
– Você me ama, não ama?
– Claro que eu amo. Senão não teria aceitado, né? – Que coisa óbvia, por que ele está me perguntando uma coisa dessas? É natural que namorado e namorada se...
– Pois bem. Eu não amo você. – ...Se amem. Como disse, rapazinho?
– O que quer dizer com isso?
– Eu quis dizer o que eu disse. Não amo você.
– Como assim "não me ama"? Por que me pediu em namoro, então? – Eu estava indignada.
– E aí que entra o meu desafio. Eu te darei o prazo de uma semana para que me convença de que eu a amo também.
– E como espera que eu faça isso?
– Eu não espero. Mas como você diz me amar tanto assim... Quero ver se os seus sentimentos são capazes de me alcançarem. – Eu o amo muito, sim. Mas estou morrendo de vontade de esbofeteá-lo. – E então, aceita o desafio?
Meu lado racional - que não é lá aquelas coisas - me disse para estampar um grande "não" na testa dele e sair andando, mas meu coração me dizia para aceitar e dar o melhor de mim, lutar por aquilo que eu queria. Mas quais eram as chances de eu conseguir? Sinceramente, eu já perdi as contas de quantas meninas tentaram e falharam miseravelmente. Se eu soubesse que ele estipulava tal desafio, acho que nem teria vindo até aqui. Mas eu vim e isso é algo totalmente diferente agora. Se eu me esforçar, acho que consigo. É, isso mesmo. Já sei muito bem a resposta que vou dar.
– Aceito.
– Muito bem. – Ele pareceu satisfeito. – Agora vou lhe explicar algumas regras.
– Algumas...Regras? – Isso é algum tipo de jogo?
– Sim, regras. A partir de amanhã, começaremos a agir como namorados autênticos e, se você não conseguir completar a tarefa proposta com sucesso até meia-noite da próxima quinta, terminamos.
– Certo. – Eu respondi, verdadeiramente séria.
– E mais uma coisa, não se atreva a ser vulgar. Se quebrar essa regra, terminaremos imediatamente, não importando se o prazo ainda não tiver acabado. Estamos entendidos?
– Sim... – Eu jamais imaginei que ele fosse tão frio e autoritário dessa forma. Chega a me assustar um pouco.
– Ótimo. Hoje, eu te levarei até a sua casa e amanhã, por volta das sete, estarei lá para te levar à escola.
– O-O quê? Não precisa fazer isso! – Balancei os braços, de forma dramática.
– Por que não quer que eu o faça?
– Porque...Bem, minha mãe vai pirar se souber que eu estou "namorando". – Eu desenhei as aspas no ar, com os dedos.
– É uma reação normal dos pais. E além do mais, isso não vai me impedir de agir de acordo com o que planejei.
– Mas...
– Esteja pronta às sete. E nada mais.
– Está bem... – Eu bufei. – Posso ir agora?
– Eu irei primeiro e, depois de dois ou três minutos, você pode descer. – Revirei os olhos. Estava cansada demais para retrucar ou discutir. Aconcheguei-me no chão e o vi descer as escadas. Olhem bem a confusão em que me meti. Meu Deus, no que eu estava pensando?
Mesmo que tudo isso me pareça um absurdo e mesmo que o meu príncipe encantado não seja um príncipe tão...Príncipe, eu não pude evitar abrir um sorriso. O destino me deu uma chance e eu não posso deixar ela escapar de jeito nenhum!
Afinal, ele pode ser autoritário, calculista e frio, mas quando a gente ama, tem que amar o pacote completo, não é mesmo? Assim como ele provavelmente vai ter que me amar, se eu conseguir fazê-lo se apaixonar por mim.
Foi com esses pensamentos que eu acabei adormecendo enquanto esperava três minutos exatos para descer as escadas. Afinal, eu é quem não queria começar as coisas com o pé esquerdo.
Acordei com a música do meu celular. Alguém estava me ligando. Eu o retirei do bolso e, sem olhar no visor, atendi.
– Alô?
– Joan? Cadê você?
– Ah, oi, Frankie. – Eu disse, enquanto bocejava. – Eu estou no terraço da escola, por quê?
– O que você está fazendo aí? – Minha amiga perguntou, indignada.
– Ah, longa história. Eu já vou descer. Onde você está?
– No pátio.
– Ué, o professor de História faltou?
– Não, sua babaca. Você cabulou as últimas três aulas depois do intervalo.
– Quê?? MERDA! – Pude ouvir um suspiro do outro lado da linha.
– Desça logo. Eu já estou com as suas coisas. Quero saber o que te fez ir parar aí.
– Estou indo! – Eu desliguei o celular e desci as escadas o mais rápido que pude. Assim que cheguei ao pátio, vi Frankie com pose de quem já me esperava a muito tempo e segurando meus materiais como se fosse soltá-los a qualquer momento.
– Finalmente! Cara, o que você ficou fazendo lá até agora?
– É que eu fiquei pensando em algumas coisas e acabei pegando no sono.
– Hein?
– AH. E eu estou namorando! – Eu disse enquanto batia palminhas e pulava. Frankie não pareceu nem um pouco impressionada.
– Com quem?
– Com o Daniel.
– Cara, vocês vão terminar em uma semana e você vai estar aos prantos por aí depois, se sentindo uma merda ambulante. E adivinha quem vai ter que te consolar e ficar ouvindo os seus choros no telefone? – Ela fez uma pausa dramática. – EU. – E apontou para si mesma.
Era incrível. Frankie tem 1, 47 de altura, parece ser uma menina adorável, branquinha, lindinha, fofinha, de olhinhos verdes mais doces que açúcar, cabelo lisinho e castanho, usa roupas que SEMPRE são maiores que ela e consegue enganar com uma falsa meiguice quando quer. Mas depois que ela abre a boca, você desconfia de que ela foi algum tipo de maloqueira na vida passada.
– Nada disso vai acontecer se você me ajudar. – Eu sorri, persuasiva.
– Ai, lá vem merda.
Haha, é por isso que ela é minha melhor amiga.

~ Fim do Capítulo ~

A Aluna Favorita - Capítulo Um



A Aluna Nova


Avisos: Como vocês devem ter notado, ao tentarem acessar este blog, aparece um aviso explicando que o conteúdo é adulto e ele pergunta se você quer acessar o blog mesmo assim. Aquele aviso foi colocado, justamente por causa desta história. Claro, tenho algumas outras que podem ter assuntos polêmicos ou coisas assim também, mas por agora, é somente por causa desta história. Além disso, quero que qualquer leitor entre ciente de que pode ler/ver algo que não quer. 
Dito isso, espero não ter problemas com nada disso. O primeiro capítulo contém alterações, mas que não vão mudar o curso da história. 
Boa leitura a todos! <3

[A imagem do capítulo vai estar aqui, quando estiver pronta]

Ela era mesmo linda. O jeito como seus cabelos escuros flutuavam ao vento, a forma como seus olhos brilhavam - algo tão típico nas garotas de sua idade - ,seus lábios cor de cereja que se abriam em um sorriso terno, a voz melódica e os movimentos leves e delicados... Ah, sim! Era claro que ela era uma ninfeta, mas era bem provável que nem ela mesma o soubesse.
A única comparação à sua altura era a Lolita, de Vladimir Nabokov.
Fazia tempo que uma adolescente não despertava tais sentimentos nele. Eram pensamentos errados, claro. Afinal, ela era uma das alunas novas na escola e ele, o professor. Mas ele não podia evitá-los.
Ela passou por ele nas escadas, apressada e, por educação, desejou-lhe um 'bom dia', mas sem nem mesmo fitá-lo nos olhos. Provavelmente era algo comum para ela, cumprimentar pessoas mais velhas, em sinal de respeito. Não é mesmo uma menina encantadora? Acima de tudo, é educada!

Ele andava agora no corredor, segurando um copo de café morno e dirigindo-se até onde ela estava, parada olhando para o quadro de avisos. Talvez ela precisasse de ajuda para encontrar a sala de aula?
– Posso ajudar? – Ele perguntou. Ele usou um tom gentil, mas firme.
Ela se virou um pouco sobressaltada e gaguejou ao responder:
– Ah... Bem, é que... Eu sou nova aqui na escola e não consigo achar minha sala... – Ela confessou, um pouco envergonhada.
– Qual a sua primeira aula? – Ele já olhava para o quadro de avisos, examinando os horários de cada turma.
– Se não me engano, era francês...
– Ah, é mesmo? – Ele abriu um sorrisinho. – Pois saiba que está atrasada para a minha aula, mocinha. – Ele falava sério, mas o tom brincalhão era evidente. 
– Ah...! Eu sinto muito!
Ele riu. Não tinha porque se desculpar.
– Anda, vamos indo. Senão os outros alunos vão reclamar por eu estar atrasado.
Eles andaram até a sala, conversando de forma casual. Chegando na sala, ele abriu a porta com a mão livre, sem cerimônia.
– Bom dia! – Ele cumprimentou seus alunos.
– O senhor está atrasado, de novo! – Uma das alunas gritou, do fundo da sala, fazendo com que os outros rissem.
– Vocês sabem, preciso tomar um café antes de vir. – Ele levantou um pouco o braço, mostrando o copo de plástico com o café. – Senão fico parecendo a Rebecca. – Ele sinalizou para uma das alunas e piscou, mostrando que estava apenas brincando, mas ela ignorou seus gestos, apenas lançando-lhe um olhar mortal.
Rebecca não parecia gostar muito dele, mas as outras garotas o chamavam de apelidos um tanto quanto carinhosos demais e os garotos lhe cumprimentavam de forma amigável. Ele realmente parecia ser bastante popular.

A aluna deu alguns passos para dentro da sala e os olhares se voltaram para ela.
– Esta é a nova colega de vocês...Ela estava um pouco perdida nos corredores da escola, não é mesmo, senhorita?
Ela apenas concordou com a cabeça, envergonhada.
– Mas então, de que colégio você veio?
– Do colégio feminino Cour Saint Emíllion.
Colégio feminino? Devia ser virgem, então. Isso despertava ainda mais seus desejos. Ia conseguir fazê-la ficar de joelhos por ele.
– O ensino daqui é um pouco mais rigoroso que o de seu antigo colégio. Não quer fazer aulas extras para conseguir acompanhar seus colegas? – Assim, ele poderia seduzí-la e se aproveitar dela, sem que ninguém visse...
– Acho que não é necessário... – Ela começou.
– Ih, relaxa, amiga! O professor explica bem, você vai conseguir acompanhar a matéria direitinho! – A garota pôs um dos braços ao redor dela.
Ele lançou um olhar fulminante para a menina. Quem ela pensava que era para interferir em seus planos?
– Ei, garota nova, se apresenta logo! – Gritou um dos garotos. Ela enrubesceu novamente e olhou nervosa para o professor, que a encorajou.
– Vamos lá, se apresente.
– M-Meu...Meu nome é...Cherrie...É um prazer conhecê-los. – Ela disse, fazendo uma mesura.
A turma achou graça, mas devia ser comum no colégio feminino.
– O prazer é nosso, Cherrie. – E ele realmente queria dizer isso.
Ela escolheu seu lugar perto daquela ruiva horrorosa. Na verdade, era preferível que ela não conseguisse se enturmar - se tinha algo que o incomodava, era ver que sua atenção não estava voltada para ele.
– Se precisar de alguma coisa, é só me avisar. – Ele disse da maneira mais gentil possível.
– Não se preocupe "fessor", eu cuido dela. – A ruiva se intrometeu novamente.
– Angela tem razão, mas obrigada mesmo assim! – Ela lhe deu um sorriso lindo e suas bochechas ficaram rosadas. Ele a fitou por alguns segundos, admirando sua beleza. Mal conseguiu responder, apenas assentiu.

No final da aula, ele estava corrigindo algumas provas e ela se prontificou em ajudá-lo.
– Professor? – Ela perguntou por ele, segurando as próprias mãos, um pouco envergonhada.
– Hm? – Ele murmurou sem olhar para ela, fingindo não demonstrar interesse.
– Quer ajuda? – Ela se ofereceu já puxando uma carteira. – Posso arrumar as provas em ordem alfabética, se quiser.
Ele voltou seu olhar para ela rapidamente, ponderando se aceitaria a ajuda, até que assentiu.
– Está bem, pegue ali naquela pasta amarela, as provas do terceiro ano.
Ela obedeceu o professor e sentou-se ao seu lado. Depois de alguns minutos desconfortáveis de silêncio, ela decidiu falar algo. – Obrigada.
Ele acabou fazendo um risco exageradamente grande em uma das provas.
– Pelo quê?
– Por me ajudar a encontrar a sala, e por me apresentar e tudo o mais. – Ele deu um meio sorriso e afagou sua cabeça de forma calorosa.
– Não precisa me agradecer. – Ela sorriu, assim como ele.
– Pronto, professor. – Ela disse entregando-lhe algumas folhas.
– Você até que é rápida, hein, senhorita?
– Por que me chama de senhorita?
– Porque você é uma senhorita. Ou prefere que eu te chame de senhor? – Ela gargalhou ao ouvir isso.
– Não, tudo bem, pode me chamar de senhorita mesmo! – Ela disse, entre risos.

Havia uma atmosfera boa entre eles, era como se fossem um casal fazendo uma atividade qualquer.
As aulas já haviam terminado há alguns minutos e Ângela prometeu esperá-la do lado de fora do colégio.
Na hora de se despedirem, ele a chamou pelo nome, fazendo-a se virar.
E então, sem querer, lhe deu um beijo.
Ele se separou bem rápido dela, dando a entender que foi sem querer, mas sua voz não enganava a ninguém.
– Opa, foi sem querer!
Ela assentiu ainda assustada.
– Até amanhã, senhorita. - Ele sorria, como se nada tivesse acontecido.
Ela saiu da sala de forma mecânica e vagarosa.
Ângela a esperava do lado de fora da escola.
– Até que enfim, por que demorou tanto??
Cherrie a puxou pelo braço, querendo sair dali o mais rápido possível.
– Te explico no caminho, vem!

~ Fim do capítulo ~


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Esclarecimentos

Oi gente. Tudo bem com vocês?
Estou escrevendo esta primeira postagem para fazer uma série de esclarecimentos quanto ao fato de eu querer transferir e reescrever minhas histórias aqui e quanto às próprias histórias que serão postadas.
Não sei se todos chegaram a ler a postagem que fiz no site onde eu escrevia as histórias, mas vou deixar tudo esclarecido aqui, para que não haja nenhum tipo de especulação.
Eu não decidi deixar de escrever no Nyah! por ser um site ruim. Pelo contrário, é um site muito bom e eu mesma acompanho muitas histórias por lá. Acontece que eu queria reescrever alguns capítulos - sejam apenas partes ou capítulos inteiros - e eu achei que seria muito confuso eu simplesmente chegar lá, mudar os capítulos e mandar vocês saírem caçando qual mudou e qual não mudou.
Além disso, eu acho que tendo um blog para as minhas próprias histórias, eu vou cuidar delas com muito mais zelo e vou tentar me dedicar ao máximo também. Além das mudanças feitas na história, eu pensei de colocar uma gravura antes de cada capítulo, que seria a cena principal do capítulo.
Além disso, também pensei em criar uma seção com as fichas dos personagens. Eu mesma, às vezes, não gosto quando se dá forma a um personagem, pois ele pode ser extremamente diferente do que imaginei.  Antes, muitas chegaram a me perguntar sobre e, no final das contas, não sei bem se é melhor cada um imaginar como quiser ou eu mostrar como eles são, de fato. Mas não fiquem bravas, porque eu pretendo colocar uma imagem de cada um deles em suas respectivas fichas, sim.
Acho que a maioria dos leitores virão aqui a fim de ler 'A Aluna Favorita', mas também postarei as histórias 'Ao Cair da Neve' e 'Testando o Amor'. É possível que eu poste outras histórias além dessas três, mas ainda não é nada certo.
Ah, sim! Uma das leitoras me sugeriu colocar um aviso antes dos capítulos que terão mudanças e eu achei essa ideia muito legal, então é exatamente isso o que vou fazer.
E não esperem explicações detalhadas sobre cada mudança feita, serão sempre breves. Até porque, às vezes, pode ser chato ter que ler uma explicação gigantesca para depois partir para a história. Pode desanimar o leitor.
Logo vocês vão perceber que mexer em um blog não é bem o meu forte. Eu só sei fazer as postagens mesmo e de resto, as coisas podem ficar um pouco bagunçadas ou confusas (eu espero que não), mas só é necessário um pouco de paciência até que eu consiga pegar as manhas.
Bom... Não vou me prolongar muito, acho que o essencial já foi dito. Caso tenham alguma dúvida, deixe as perguntas nos comentários ou me contacta em qualquer rede social ou meio de comunicação. Para isso, eu criei a página Como Me Achar Por Aí. Sei lá, eu não me importo (tem gente que não gosta) de adicionar leitoras ou de conversar. Até porque, eu adoro fazer amizades e acho legal que tenhamos bastante contato. :3

Ah! E eu sinto muito por permanecer tanto tempo sem dar continuidade às histórias e sem dar explicações a vocês. Eu só tenho a agradecer por ter leitoras tão maravilhosas e fofas. Eu fico mesmo muito feliz por me darem suas opiniões e por continuarem a me apoiar.

Beijos e abraços! <3